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14/06/2017

Sebrae lança estudo inédito sobre a cadeia de energia eólica

 

Evento ocorreu junto à primeira rodada internacional de negócios em energias renováveis, organizada pela instituição.


Um novo mercado de operação e manutenção de parques eólicos deve se abrir, nos próximos dois anos, para pequenas empresas brasileiras. Essa é uma das tendências apontadas em um estudo de abrangência nacional sobre a cadeia de energia eólica, lançado na segunda-feira (12), em São Paulo, durante o Encontro de Negócios em Energias Renováveis. Além da divulgação do estudo, o evento abrigou a primeira rodada internacional de negócios para as cadeias de energia eólica e solar fotovoltaica organizada pelo Sebrae.

 

O Encontro de Negócios em Energias Renováveis integrou a Frente de Economia Verde do Projeto Plataforma – uma iniciativa do Sebrae em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e com a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI). “Este é um momento muito importante, porque trata-se da primeira iniciativa de maior vulto do Sebrae para essas cadeias, estratégicas para o desenvolvimento do Brasil”, disse a coordenadora do Macrossegmento Energia no Sebrae, Eliane Borges.

 

De acordo com estimativas levantadas pelo estudo, a capacidade instalada em parques eólicos deve dobrar até 2025, duplicando também a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) do país. O mapeamento das empresas que atuam no segmento revelou, ainda, que há players atuantes em todos os elos da cadeia de geração centralizada de energia eólica. Há uma concentração de fabricantes de componentes e subcomponentes em estados do Sudeste, embora os parques sejam mais abundantes no Nordeste. O estado com maior capacidade instalada é o Rio Grande do Norte, seguido pela Bahia.

 

Outro dado apontado pelo levantamento diz respeito à presença de 14 empresas que atuam com mini e microgeração de energia eólica no país. Como o setor se estrutura com grandes peças (pás, torres, entre outras) – e não em módulos, como acontece com a energia solar – esse aspecto ainda pode ser muito desenvolvido.

 

“Embora a questão tecnológica seja mais difícil, há muito espaço para crescimento desse tipo de geração”, disse Isabela Aroeira, gerente regional da Way Carbon, empresa contratada para a elaboração do estudo. Um dos caminhos é a geração híbrida como resposta às demandas da indústria e do agronegócio brasileiro.

 

Oportunidades

 

Foi essa inspiração que guiou a startup Power Flow, presente na rodada de negócios na tarde da segunda. O empresário Pedro Luiz da Silva foi ao evento apresentar a tecnologia de um gerador híbrido de eletricidade, que mescla a força dos ventos com a geração por biocombustíveis. “Temos um projeto muito barato, que só precisa de financiamento”, disse ele. “O mais importante de estar nesse tipo de encontro é a troca de conhecimento, nós ficarmos atentos às necessidades do mercado”, acrescentou.

 

Assim como Silva, o empresário Tadeu Santana também veio à rodada de negócios para apresentar seu portfólio de soluções. “Sempre fui apaixonado por sustentabilidade e acabei vendo nas energias renováveis um mercado promissor para ter meu próprio negócio e crescer”, contou Santana, um dos sócios da TM Engenharia Solar. A empresa é atendida pelo Sebrae do Rio de Janeiro e espera, no futuro, ampliar sua operação também para a energia eólica.

 

Para as dez empresas âncoras que participaram do primeiro dia de negociações, o retorno também foi positivo. Tiago Duran, comprador estratégico da Siemens Gamesa, destacou a importância de dados como os que foram apresentados na parte da manhã. “É importante termos uma atualização dos dados, especialmente se considerarmos o cenário de crise econômica”, disse. Cerca de 60 pequenas empresas participaram das atividades.

 

Foto: Onlyyouqj  Freepik



Fonte: Agência Sebrae









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